`
“Carta desde un Suelo Común”
Ligia Nobre, "Carta desde un Suelo Común.”
In Ecos de un lugar, ed. Andrea Ancria, Jorge Munguía.
Mexico City: Buró-Buró, 2020. pp.
Ler
Libro
“Carta desde un Suelo Común” Esta é uma carta de amor e de despedid. Está é uma carta de amor, à cidade onde nasci e cresci, São Paulo, ao Parque Ibirapuera e às tantas multiplicidades que acontecem naquele lugar. Essa escrita, a convite de Paola Santoscoy, então diretora e curadora do Museu El Eco, no Mexico, foi inaugural para mim como combinação de narrativas pessoais e coletivas. Este texto faz parte da publicação Eco de un lugar (buro-buro, 2021) reunindo dez autores, convidados a escreverem livremente a partir de um respectivo projeto arquitetônico de pavilhões no Museu, proposto por APRDELESP em 2016. O meu texto era justamente referente à uma ocupação do Museu El Eco como um espaço público aberto. Ao invés de escrever sobre, propus um espelhamento ou desdobramento do que percebia ali de potências de usos numa escala micro no museu no México, ampliadas nas escalas do Parque Ibirapuera em SP e o Central Park em NY, entrelaçando essas 3 grandes metrópoles nas Américas (ou melhor, Abya-Yala) e a microescala dos encontros e afetos. Esta carta congrega afetos, lugares, encontros e desencontros, entre uma dimensão onírica e a experiência pulsante do chão da Marquise do Ibirapuera.
Ecos de un lugar, 2020
Museo Experimental El ECO, Mexico O Pabellón Eco foi lançado em 2010 com a missão de oferecer uma plataforma para a produção arquitetônica, enfatizando a experimentação e a reflexão espacial. Iniciado como um concurso apenas para convidados, sediado na Cidade do México, ao longo da última década o projeto começou a solicitar inscrições em todo o país, estabeleceu uma estrutura de seleção, começou a convidar curadores para definir linhas de pesquisa e, finalmente, estabeleceu uma aliança com a Faculdade de Arquitetura da UNAM para implementar uma programação conjunta, conhecida como Pabellón Eco: Panorama. O Pabellón Eco consiste em uma intervenção temporária na arquitetura emocional de Mathias Goertiz, especificamente no pátio do museu, que durante dois meses abriga um programa público com atividades que combinam artes visuais e performáticas, música e conversas derivadas da forma e dos temas propostos pelo projeto vencedor e pelo curador do programa. O Pabellón Eco é uma colaboração entre o Museo Experimental el Eco e o Buró-buró.
Em 2020, foi publicado Ecos de un lugar, um projeto editorial da Buró-Buró, baseado em sua longa colaboração com o Museo Experimental el Eco (México) na realização do concurso arquitetônico: Pabellón Eco. Echoes of a Place surgiu como uma busca para fazer um registro dinâmico dos pavilhões e abrir o espaço para novas memórias e preocupações derivadas. Ele parte de um impulso improdutivo para prolongar conversas, provocar diálogos remotos, linhas de fuga inesperadas, conexões, traduções e leituras equivocadas em torno dos sete Echo Pavilions desenvolvidos no pátio do museu entre 2010 e 2018. Ecos de un lugar inclui textos de Zara Khadeeja Majoka, Nashilongweshipwe Mushaandja, Ligia Nobre, Amanda Parmer, Fiep van Bodegom, Salomé Voegelin e Paola Santos Coy. O livro foi editado por Andrea Ancira e Jorge Munguía, e foi possível graças ao apoio da Fundação BBVA e da Fundação Graham.
fontes: Paola SantosCoy, El Eco Museo Experimental website
foto: Parque Experimental El Eco (Experimental Park el Eco), by/por APRDELESP, 2016